domingo, 21 de julho de 2013

Um grande salto para a humanidade: primeiro passo na Lua completa 44 anos

Os primeiros passos do homem na Lua completam 44 anos neste dia 20 de julho de 2013. A caminhada pioneira do americano Neil Armstrong ocorreu durante a missão Apollo 11, em 1969. O comandante Armstrong foi seguido pelo piloto Buzz Aldrin (foto), segundo homem a pisar na Lua

Há exatos 44 anos, em 20 de julho de 1969, o astronauta americano Neil Armstrong tornou realidade o sonho mais antigo das civilizações humanas quando se converteu no primeiro homem a caminhar na Lua. Enquanto 500 milhões de pessoas em torno do mundo esperavam ansiosamente aglomeradas junto a rádios e telas de televisão de imagem borrada, Armstrong desceu a escada do módulo sobre a superfície lunar.

"Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade", recitou Armstrong com a voz levemente distorcida pela distância e pelos equipamentos de comunicação, uma frase que ficaria gravada para sempre nos livros de história da Terra.

As multidões ovacionaram o momento quando Armstrong foi alcançado por seu companheiro Buzz Aldrin, que descreveu a "magnífica desolação" da paisagem lunar, nunca antes testemunhada em primeiro plano vista da Terra. Apenas 12 terráqueos caminharam desde então pela superfície da Lua, o solitário e misterioso satélite da Terra que alimentou nossos sonhos desde que os primeiros humanos caminharam sobre o planeta.

Em plena Guerra Fria, o programa Apollo foi usado para provar o domínio americano na corrida espacial. Colocar uma bandeira dos Estados Unidos na superfície da Lua em 1969 marcou pontos muitos importantes em relação à União Soviética. O programa Apollo, que tornou possível seis alunissagens bem sucedidas entre 1969 e 1972, começou oito anos antes, em 1961, quando o presidente John F. Kennedy lançou o desafio ao Congresso de levar o homem à Lua ainda naquela década.

"Creio que esta nação deve se comprometer em alcançar a meta, antes de terminar esta década, de aterrissar o homem na Lua e trazê-lo de volta à Terra sem perigo", disse então Kennedy. Foi aí que os EUA desenvolvem o programa Apollo, que transformou-se em uma arma bem sucedida na prova de domínio na corrida espacial que culminou com os passos do americano Neil Armstrong na lua durante a missão Apollo 11, em 1969.




<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/homem-na-lua/" href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/homem-na-lua/">Homem na Lua</a>
A União Soviética foi a primeira nação a colocar um satélite em órbita, em 1957, com o lançamento do Sputnik e, em 1961, Yuri Gagarin se converteu no primeiro homem a viajar ao espaço. A corrida espacial se converteu no símbolo da batalha da Guerra Fria pelo domínio entre ideologias enfrentadas e poderes mundiais polarizados.

Em 1970, meses depois das alunissagens, o dissidente soviético Andrei Sakharov escreveu, em uma carta aberta ao Kremlin, que a capacidade dos Estados Unidos de colocar um homem na Lua provou a superioridade de uma democracia. Graças à crescente prosperidade dos Estados Unidos e seus êxitos científicos e técnicos, o país colocou rapidamente em marcha o programa Apollo.

Mas a conquista da Lua não foi o único resultado da corrida espacial. Muitos dos avanços tecnológicos que desfrutamos hoje - como a comunicação mundial instantânea, via satélite e o uso de computadores pessoais - foram criados na época durante pesquisas de aprimoramento das missões espaciais.

Com informações da AFP.



Terra


sábado, 22 de junho de 2013

Gergelim: ótimo para memória e coração


O  gergelim (Sesamum indicum L.), também conhecido como sésamo, contém uma grande variedade de princípios nutritivos de alto valor biológico, como gorduras insaturadas (eficientes na redução do nível de colesterol no sangue) e lecitina, que desempenha importante função no nosso organismo.

O gergelim é, juntamente com a soja, o vegetal mais rico em lecitina.

A lecitina é um componente essencial do tecido nervoso e intervém na função das glândulas sexuais. É um poderoso emulsificante, que facilita a dissolução das gorduras em meio aquoso. Uma das suas funções no sangue consiste em manter dissolvidos os lipídios em geral, especialmente o colesterol, evitando assim que se depositem nas paredes das artérias.

O gergelim também contém proteínas de alto valor biológico, formadas por 15 aminoácidos diferentes, com elevada proporção de metionina; vitaminas, especialmente E, B1 e B2; minerais e oligoelementos diversos, especialmente cálcio, fósforo, ferro, magnésio, cobre e cromo; e mucilagens, que dão ao gergelim ação laxante suave.

O óleo de gergelim é rico em ácidos graxos insaturados e apresenta vários constituintes secundários importantíssimos, como sesamina, sesamolina sesamol. Este último, com suas propriedades antioxidantes, confere ao óleo elevada estabilidade química, evitando a rancificação, fazendo do óleo de gergelim o óleo de maior resistência à oxidação entre os demais óleos de origem vegetal.


MODO DE USAR O GERGELIM

Óleo de gergelim

Pode ser usado como qualquer outro óleo vegetal. É muito estável e pouco sujeito a criar ranço.

Tahine

É uma pasta muito saborosa que se obtém moendo as sementes de gergelim. Substitui com vantagem a manteiga e a margarina.

Gersal

É uma farofa de gergelim que serve para "temperar" o arroz antes de servir. Para fazer o gersal, torre o gergelim lavado e seco. Depois de frio, bata levemente no liquidificador com sal. Para cada dez partes de gergelim, acrescente uma de sal.

Creme de legumes com gergelim

Prepare um creme delicioso com gergelim.

Doure uma cebola grande com um pouco de óleo. Em seguida, acrescente vegetais cortados em pedaços grandes (cenoura, jerimum, chuchu, couve, batata...) e um pouco de água. Deixe cozinhar por uns sete minutos. Liquidifique em seguida, adicionando uma colher de sopa de gergelim bem lavado e higienizado. Se ficar muito grosso e difícil de bater, adicione mais água. Use sal a gosto ou tempere com shoyu antes de servir.


OUTRAS FORMAS DE USO

Nos países do Oriente, o gergelim é considerado um restaurador da vitalidade e da capacidade sexual, além de ser usado nos casos de:

Problemas nervosos: esgotamento nervoso ou mental, estresse, perda de memória, melancolia, depressão nervosa, irritabilidade ou desequilíbrio nervoso, insônia. É um excelente complemento nutritivo para quem está submetido a uma grande atividade mental ou intelectual e deseja manter um bom rendimento.

Sobrecarga física: prática esportiva, gravidez, lactação, convalescença após intervenções cirúrgicas ou doenças.

Falta de rendimento ou de capacidade sexual tanto no homem quanto na mulher.

Excesso de colesterol no sangue, arteriosclerose, prevenção do infarto do miocárdio e da trombose arterial.


Observação: Algumas informações aqui contidas foram retiradas de: 
http://www.aboissa.com.br/gergelim/gergelim2.htm.

sexta-feira, 21 de junho de 2013


Alimentos para ativar a memória

Alimentos para ativar a memória
No decorrer da vida, as células, inclusive as do cérebro, são danificadas pelos radicais livres que levam a uma diminuição no ritmo de produção de energia. A ação destes componentes compromete a atuação dos neurônios, provocam o desaparecimento das sinapses e reduz a capacidade de comunicação entre as células e dessa forma prejudica o funcionamento mental.
Após anos de exposição aos radicais livres, os neurônios podem ser destruídos e com isso podem provocar doenças como Alzheimer, Parkinson e outras doenças degenerativas do cérebro.

Apesar de ainda não existirem estudos conclusivos sobre o assunto, alguns estudos sugerem que a melhor maneira de evitar isso é fornecer ao cérebro mais antioxidantes e assim combater os radicais livres.
A nutrição adequada e mudanças no estilo de vida, inclusive exercícios físicos e mentais podem contribuir bastante com o bom funcionamento do cérebro, além de facilitar a captação dos neurotransmissores essenciais a memória.
Veja a seguir alguns alimentos que podem ajudar você a ter uma boa memória:
Gema de ovo - Contém colina, precursor do neurotransmissor acetilcolina, que pode melhorar a memória. Sua deficiência parece estar associada à doença de Alzheimer, causa comum de demência.
Peixes - Principalmente os de água fria (salmão, anchova, sardinha, atum, arenque), são fontes de ácidos graxos ômega 3, poderoso antioxidante.
Frutas e vegetais amarelos - Mamão, manga, pêssego, cenoura, abóbora. São alimentos fontes de betacaroteno, antioxidante que combate o envelhecimento celular.
Frutas vermelhas - Morango, cereja, framboesa, amora, pitanga, melancia e tomate, também possuem pigmentos antioxidantes que combate os radicais livres e ajudam a memória.
Oleaginosas - castanhas, nozes, amêndoas, avelãs, amendoim. Ricas em vitamina E e selênio, também fontes de antioxidantes.
Carnes, aves, grãos integrais, leguminosas, leite e derivados
Estes alimentos são fontes de vitaminas do complexo B. Ajudam a regular a transmissão entre os neurônios. Na carne vermelha você encontra também o ferro que pode colaborar com a boa memória.
Como você pode perceber vários alimentos são fontes de antioxidantes, então aproveite, tenha uma alimentação variada, consuma todos os grupos alimentares diariamente.

Outras recomendações:
- Aleitamento materno, quando possível até os dois anos de idade;
- Procure se alimentar a cada três horas, para manter um adequado aproveitamento de glicose no cérebro;
- Pratique exercícios físicos regularmente, faz bem para o corpo e para a mente;
- Não esqueça do lazer, separe um tempo para você e faça atividades que te proporcionam prazer e bem-estar.
- Faça atividades que estimulem o raciocínio como palavras cruzadas e outros jogos.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Pesquisadores descobrem o soro da memória

Líquido, que pode fazer o cérebro funcionar melhor, concentra componentes poderosos. É uma espécie de banquete natural para os neurônios.

Rio de Janeiro, década de 20. A Cidade Maravilhosa está nos arquivos da Cinemateca e nos livros de História. Imagens de um tempo inesquecível em branco e preto. Mas, nas memórias da escritora Maria Augusta Machado, de 93 anos, elas estão fresquinhas, cheias de cores e detalhes.
"Eu lembro quando foi declarada a guerra", conta ela. Neurônios afiados. Quem não gostaria de chegar a essa idade como ela? "Conheci o Corcovado sem estátua", recorda.
Grandes vultos do passado? Nas lembranças de dona Maria Augusta, parecem velhos conhecidos. "Ele tinha um chapéu meio inclinado. Era um homem baixinho, magrinho, esquisitinho, que ficava vendo as crianças brincarem. Mas eu não sabia quem era porque nunca contavam às crianças. Era Santos Dumont. Cansei de vê-lo sentado", afirma.

Os avanços da medicina estão fazendo o homem viver mais e melhor. Mas, às vezes, o cérebro não acompanha, falha, sofre com as chamadas enfermidades da velhice, como o Alzheimer, a doença do esquecimento. Para vencer esse mal, a ciência está diante do seu maior desafio: decifrar o enigma do órgão que comanda nossa existência.

Desde os primeiros passos, das primeiras palavras da infância, a uma vida repleta de realizações, de experiências e memórias, tudo que se vive passa pelos misteriosos caminhos do cérebro. Segundo os cientistas, o amor, o ódio, o trabalho, até um simples movimento de dedo de mão ou um passo podem ser traduzidos em impulsos elétricos e químicos que acontecem dentro da nossa cabeça. São bilhões de neurônios formando um intrincado labirinto que a ciência tenta desvendar há cinco mil anos. O Globo Repórter percorreu uma parte desse extraordinário mapa da vida.

Nosso cérebro é resultado da vida que levamos. A diferença entre a lucidez e a demência pode estar na nossa rotina – até mesmo no que comemos. Mas e o que bebemos?

Nos laboratórios da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), no Rio Grande do Sul, cientistas pesquisam o soro da memória, um líquido que pode fazer a cabeça funcionar melhor. Concentra componentes poderosos, uma espécie de banquete natural para os neurônios.

"Tem proteínas e lipídios. Essas substâncias, cada uma de seu jeito, atuam ajudando os neurônios a fazer suas redes. Elas atuam em um momento importante, que é a formação de sinapses, justamente quando catalisamos tudo aquilo que vimos durante o dia. Apreendemos o conteúdo durante o sono, basicamente", explica a nutricionista Denize Ziegler, da Unisinos.

Mas de onde vem a poção quase milagrosa? Do soro do leite.

"O soro é a parte líquida do leite. As pessoas podem perguntar: 'Como, se o leite todo é líquido?'. Sim, ele é líquido, mas é a emulsão de várias substâncias dentro de um líquido. Separando a parte branca, fica a água do leite", esclarece a nutricionista.

Ciência pura que dá para fazer em casa. Mas atenção: não é qualquer leite que carrega o segredo do soro da memória. Leite de caixinha e em pó não funcionam. De acordo com os cientistas, o processo industrial acaba com os preciosos ingredientes que agem no cérebro. A pesquisadora recomenda o leite em saquinho, tipo A ou B.

Anote aí a receita do soro:

- Para cada litro de leite, misture o suco de um limão inteiro.
- Deixe descansar de quatro a doze horas até coagular.
- Depois, separe a parte sólida da líquida com uma peneira bem fina. O que sobra é o soro da memória.

"Ele é insípido, não tem gosto. Um gole não faz grande feito. O importante dos alimentos que servem como coadjuvantes da saúde é que eles sejam consumidos com o tempo. Estudos mostram que em três meses nota-se uma diferença na memória e no sono. Tomando meio copo antes de dormir durante três meses, há uma diferença interessante. Você vai conseguir descansar melhor, deixar o cérebro mais tranqüilo. Em conseqüência disso, vai ter um melhor aprendizado das tarefas que você realiza", diz a nutricionista.

Dura de três a cinco dias na geladeira. Também pode ser congelado. O processo é bem parecido com o que acontece nas fábricas de queijo. Mas qual é o destino dos milhões de litros de soro que o Brasil produz todos os dias? Na Europa, por exemplo, o soro do leite tem destino nobre: ele é transformado em pó e adicionado a massas e biscoitos e também vendido nos mercados como bebida para crianças e adultos. No Brasil, apesar de a ciência já conhecer os poderes do alimento, o soro da memória acaba na grande maioria das vezes jogado aos porcos.

Só em uma fábrica de queijo 70 toneladas por mês vão para o carro-pipa da fazenda da suinocultora Karmen Scheuer, em Marques de Souza, Rio Grande do Sul. Todo dia tem carregamento.

"Quatro mil litros custam R$ 20. É barato, mas é uma ajuda para laticínios. Se quiséssemos, poderíamos conseguir de graça, porque eles têm problemas com o meio ambiente. Eles têm que dar sumiço ao produto que sobra. É um lixo dos laticínios", diz a suinocultora.


Como registrar para sempre as lembranças mais importantes

Mas o soro, sozinho, não faz milagre. Em um laboratório da PUC do Rio Grande do Sul, a equipe do professor Iván Izquierdo fez uma descoberta surpreendente: a diferença entre as lembranças que ficam e as que desaparecem para sempre pode depender do que acontece 12 horas depois. São as 12 horas mágicas da memória.

Nossos cientistas descobriram que o hipocampo produz uma substância que consegue encontrar, 12 horas depois, no meio da gigantesca teia de neurônios, as conexões exatas que formam cada lembrança. Se você reviver de alguma forma essa lembrança exatas 12 horas depois, a substância produzida pelo hipocampo faz as conexões se tornarem permanentes.

"Primeira coisa: se você está interessado em algo que acaba de aprender, pense nisso durante o resto do dia e, entre outras coisas, 12 horas depois. Automaticamente, o cérebro vai fazer isso. Se você não estiver mais interessado, não pense mais. Aprendeu, tudo bem. Esqueceu, tudo bem", orienta o neurocientista da PUC do Rio Grande do Sul.

domingo, 7 de abril de 2013

Um estudo sobre como REVERTER perda de memória pode levar a novos tratamentos para o mal de Alzheimer?

O mal de Alzheimer é uma doença que aflige tanto o paciente como seus familiares. Quem sofre deste problema é acometido pela perda de neurônios do cérebro. Isso leva à perda progressiva de memória e à perda da capacidade de raciocinar, comunicar-se, aprender e realizar outras tarefas. Normalmente, os pacientes com mal de Alzheimer morrem de quatro a seis anos após o diagnóstico, embora alguns vivam até 20 anos. Cinco milhões de pessoas nos EUA sofrem com o mal de Alzheimer. Dessas cinco milhões, de 200 a 500 mil estão abaixo dos 65 anos de idade, atingidos por problemas mentais que incluem o mal de Alzheimer precoce [Fonte: Alzheimers Association (site em inglês)]. Não há cura para o mal de Alzheimer, mas há vários grupos diferentes que conduzem pesquisas para desenvolver novos tratamentos e, possivelmente, uma cura. Um novo estudo, conduzido em camundongos por pesquisadores no Instituto Médico Howard Hughes (HHMI), do MIT, e que teve suas descobertas publicadas na revista "Nature", oferece ótimas possibilidades de tratamento. Pesquisadores já descobriram que uma proteína chamada p25 está relacionada à degeneração neurológica que ocorre no mal de Alzheimer e em outras doenças semelhantes. Os camundongos utilizados no estudo do MIT foram modificados geneticamente para que o gene da p25 pudesse ser ligado sempre que os cientistas quisessem. Ao ligar o gene da p25, o camundongo desenvolvia um problema semelhante ao mal de Alzheimer, caracterizado pela perda de neurônios e atrofia cerebral. Antes de ativar o gene, os pesquisadores, liderados pela neurocientista Dra. Li-Huei Tsai, ensinaram o camundongo a associar uma câmara a um choque elétrico, chamado de "teste de condicionamento do medo", e a navegar por um labirinto. Após o camundongo ter aprendido essas tarefas, o gene foi ligado para que a doença fosse induzida. Foram necessárias apenas seis semanas para que a doença acabasse com a memória da cobaia, fazendo com que não mais pudesse lembrar de como evitar o choque ou como sair do labirinto com sucesso. Antes desse estudo, os cientistas já sabiam que um ambiente estimulante conseguia promover o aprendizado em um camundongo. No entanto, o que não sabiam era o efeito de tal tipo de ambiente em camundongos com perda de memória de longa duração (para um camundongo, seis semanas é considerado um "longo" período de tempo). Para testar os efeitos das pistas ambientais em camundongos, metade da população foi levada a um novo habitat repleto de elementos estimulantes, como brinquedos, rodas de exercícios e outros camundongos. Já o outro grupo de camundongos foi mantido em um ambiente sem qualquer tipo de estímulo. Após quatro semanas, os camundongos do ambiente estimulante conseguiam lembrar do teste de choque e do labirinto melhor do que os camundongos do ambiente não estimulante. Além disso, eles também eram melhores na hora de aprender novas tarefas. Para a Dra. Tsai e sua equipe, os resultados foram encorajadores e apontaram para uma nova possibilidade no tratamento do mal de Alzheimer. Embora o estímulo em camundongos não tenha regenerado os neurônios, o tratamento promoveu o crescimento de novas conexões entre as já existentes. Ou seja, as redes neurais dos camundongos que sofreram estímulo reestabeleceram conexões com memórias que haviam sido "perdidas" anteriormente. A Dra. Tsai descreveu que o tratamento "reestabeleceu a fiação do cérebro". [Fonte: Atlanta Journal Constitution (em inglês)]. Uma segunda parte do estudo, conduzido pela equipe da Dra. Tsai, envolveu o tratamento de camundongos que passavam por degeneração de neurônios com uma droga chamada inibidora de HDAC. Essas drogas costumam ser usadas para tratar o câncer e não foram utilizadas em pacientes com Alzheimer. Os camundongos tratados com os inibidores de HDAC foram melhores nas tarefas que dependiam da memória do que o grupo de controle. De acordo com a Dra. Tsai, ainda é necessário fazer mais pesquisas para compreender o efeito antes que esta terapia seja testada em seres humanos. Sua equipe irá conduzir mais pesquisas para explorar como esse tipo de droga funciona. Ambos os tratamentos da equipe do MIT são intrigantes, especialmente porque atingiram resultados semelhantes. A grande novidade é que as memórias perdidas pelo mal de Alzheimer não parecem ter sido realmente "perdidas". Elas ainda existem no cérebro do paciente e precisam, simplesmente, ser acessadas através de um "novo crescimento" dos caminhos neurais que levam a elas. A capacidade que os camundongos doentes tiveram de aprender novas tarefas também traz esperança às pessoas com mal de Alzheimer em estágio avançado. Mesmo quando a memória não pode ser totalmente recuperada, é possível impulsionar sua capacidade de aprendizado e habilidade para formar nova memória. Caso os resultados do estudo se repitam em pacientes humanos, será uma longa estrada até transformar o mal de Alzheimer em uma doença tratável e controlável. Da mesma maneira que alguns tipos de câncer, o mal de Alzheimer poderia ser um dia, se não totalmente curável, ao menos uma doença com a qual as pessoas possam viver por um longo período de tempo e em relativa paz e conforto. Para mais informações sobre este estudo e sobre o mal de Alzheimer, consulte os links abaixo: •Como funciona o seu cérebro •Como funciona a morte cerebral •HHMI News: ambiente estimulante restaura memória em camundongos com degeneração neural (em inglês) •Texto na íntegra do estudo do MIT publicado pela Nature (em inglês) •O que é o mal de Alzheimer (em inglês) Fontes •Cientistas revertem a perda de memória. BBC News. 29 de abril de 2007. http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/6606315.stm •Ambiente estimulante restaura memória em camundongos com degeneração neural. HHMI News. 29 de abril de 2007. http://www.hhmi.org/news/tsai20070429.html •Cientistas restauram perda de memória em camundongos com problema semelhante ao mal de Alzheimer. AJC.com. 29 de abril de 2007. http://www.ajc.com/health/content/shared-auto/healthnews/ alzh/604018.html •Peck, Peggy. quot;Ensinar novos truques a velhos camundongos abre as portas para as suas memórias perdidas.quot; 30 de abril de 2007. Psychiatric Times. http://www.psychiatrictimes.com/psychiatryNews/showArticle.jhtml articleID=199202782amp;cid=BreakingNews •O que é o mal de Alzheimer. Alzheimers Association. http://www.alz.org/alzheimers_disease_what_is_alzheimers.asp O mal de Alzheimer é uma doença que aflige tanto o paciente como seus familiares. Quem sofre deste problema é acometido pela perda de neurônios do cérebro. Isso leva à perda progressiva de memória e à perda da capacidade de raciocinar, comunicar-se, aprender e realizar outras tarefas. Normalmente, os pacientes com mal de Alzheimer morrem de quatro a seis anos após o diagnóstico, embora alguns vivam até 20 anos. Cinco milhões de pessoas nos EUA sofrem com o mal de Alzheimer. Dessas cinco milhões, de 200 a 500 mil estão abaixo dos 65 anos de idade, atingidos por problemas mentais que incluem o mal de Alzheimer precoce [Fonte: Alzheimers Association (site em inglês)]. Não há cura para o mal de Alzheimer, mas há vários grupos diferentes que conduzem pesquisas para desenvolver novos tratamentos e, possivelmente, uma cura. Um novo estudo, conduzido em camundongos por pesquisadores no Instituto Médico Howard Hughes (HHMI), do MIT, e que teve suas descobertas publicadas na revista "Nature", oferece ótimas possibilidades de tratamento. Pesquisadores já descobriram que uma proteína chamada p25 está relacionada à degeneração neurológica que ocorre no mal de Alzheimer e em outras doenças semelhantes. Os camundongos utilizados no estudo do MIT foram modificados geneticamente para que o gene da p25 pudesse ser ligado sempre que os cientistas quisessem. Ao ligar o gene da p25, o camundongo desenvolvia um problema semelhante ao mal de Alzheimer, caracterizado pela perda de neurônios e atrofia cerebral. Antes de ativar o gene, os pesquisadores, liderados pela neurocientista Dra. Li-Huei Tsai, ensinaram o camundongo a associar uma câmara a um choque elétrico, chamado de "teste de condicionamento do medo", e a navegar por um labirinto. Após o camundongo ter aprendido essas tarefas, o gene foi ligado para que a doença fosse induzida. Foram necessárias apenas seis semanas para que a doença acabasse com a memória da cobaia, fazendo com que não mais pudesse lembrar de como evitar o choque ou como sair do labirinto com sucesso. Antes desse estudo, os cientistas já sabiam que um ambiente estimulante conseguia promover o aprendizado em um camundongo. No entanto, o que não sabiam era o efeito de tal tipo de ambiente em camundongos com perda de memória de longa duração (para um camundongo, seis semanas é considerado um "longo" período de tempo). Para testar os efeitos das pistas ambientais em camundongos, metade da população foi levada a um novo habitat repleto de elementos estimulantes, como brinquedos, rodas de exercícios e outros camundongos. Já o outro grupo de camundongos foi mantido em um ambiente sem qualquer tipo de estímulo. Após quatro semanas, os camundongos do ambiente estimulante conseguiam lembrar do teste de choque e do labirinto melhor do que os camundongos do ambiente não estimulante. Além disso, eles também eram melhores na hora de aprender novas tarefas. Para a Dra. Tsai e sua equipe, os resultados foram encorajadores e apontaram para uma nova possibilidade no tratamento do mal de Alzheimer. Embora o estímulo em camundongos não tenha regenerado os neurônios, o tratamento promoveu o crescimento de novas conexões entre as já existentes. Ou seja, as redes neurais dos camundongos que sofreram estímulo reestabeleceram conexões com memórias que haviam sido "perdidas" anteriormente. A Dra. Tsai descreveu que o tratamento "reestabeleceu a fiação do cérebro". [Fonte: Atlanta Journal Constitution (em inglês)]. Uma segunda parte do estudo, conduzido pela equipe da Dra. Tsai, envolveu o tratamento de camundongos que passavam por degeneração de neurônios com uma droga chamada inibidora de HDAC. Essas drogas costumam ser usadas para tratar o câncer e não foram utilizadas em pacientes com Alzheimer. Os camundongos tratados com os inibidores de HDAC foram melhores nas tarefas que dependiam da memória do que o grupo de controle. De acordo com a Dra. Tsai, ainda é necessário fazer mais pesquisas para compreender o efeito antes que esta terapia seja testada em seres humanos. Sua equipe irá conduzir mais pesquisas para explorar como esse tipo de droga funciona. Ambos os tratamentos da equipe do MIT são intrigantes, especialmente porque atingiram resultados semelhantes. A grande novidade é que as memórias perdidas pelo mal de Alzheimer não parecem ter sido realmente "perdidas". Elas ainda existem no cérebro do paciente e precisam, simplesmente, ser acessadas através de um "novo crescimento" dos caminhos neurais que levam a elas. A capacidade que os camundongos doentes tiveram de aprender novas tarefas também traz esperança às pessoas com mal de Alzheimer em estágio avançado. Mesmo quando a memória não pode ser totalmente recuperada, é possível impulsionar sua capacidade de aprendizado e habilidade para formar nova memória. Caso os resultados do estudo se repitam em pacientes humanos, será uma longa estrada até transformar o mal de Alzheimer em uma doença tratável e controlável. Da mesma maneira que alguns tipos de câncer, o mal de Alzheimer poderia ser um dia, se não totalmente curável, ao menos uma doença com a qual as pessoas possam viver por um longo período de tempo e em relativa paz e conforto. Para mais informações sobre este estudo e sobre o mal de Alzheimer, consulte os links abaixo: •Como funciona o seu cérebro •Como funciona a morte cerebral •HHMI News: ambiente estimulante restaura memória em camundongos com degeneração neural (em inglês) •Texto na íntegra do estudo do MIT publicado pela Nature (em inglês) •O que é o mal de Alzheimer (em inglês) Fontes •Cientistas revertem a perda de memória. BBC News. 29 de abril de 2007. http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/6606315.stm •Ambiente estimulante restaura memória em camundongos com degeneração neural. HHMI News. 29 de abril de 2007. http://www.hhmi.org/news/tsai20070429.html •Cientistas restauram perda de memória em camundongos com problema semelhante ao mal de Alzheimer. AJC.com. 29 de abril de 2007. http://www.ajc.com/health/content/shared-auto/healthnews/ alzh/604018.html •Peck, Peggy. quot;Ensinar novos truques a velhos camundongos abre as portas para as suas memórias perdidas.quot; 30 de abril de 2007. Psychiatric Times. http://www.psychiatrictimes.com/psychiatryNews/showArticle.jhtml articleID=199202782amp;cid=BreakingNews •O que é o mal de Alzheimer. Alzheimers Association. http://www.alz.org/alzheimers_disease_what_is_alzheimers.asp

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Fosfatidilserina: excelente para a memória


A fosfatidilserina, um suplemento nutricional derivado da soja, renova as células cerebrais envelhecidas e melhora o desempenho mental geral, atuando no reflexo, na energia, na concentração, na memória e na vivacidade cerebral. 

Isso ocorre porque ela potencializa os neurotransmissores cerebrais.


O valor da fosfatidilserina como potencializadora da memória foi comprovado por diversos estudos. Pacientes com alterações de memória relacionadas ao envelhecimento receberam, durante três meses, 300 miligramas diários de fosfatidilserina e apresentaram melhora significativa da capacidade de aprendizado e nas atividades de memória.

A fosfatidilserina também é útil no tratamento da depressão relacionada ao envelhecimento. Pacientes que tomaram entre 400 e 1.200 miligramas diários de fosfatidilserina mostraram uma melhora significativa, que continuou mesmo com a interrupção do tratamento.

Por tais características, a fosfatidilserina é eficaz no tratamento do mal de Alzheimer, uma vez que melhora a atividade cognitiva, a memória e o comportamento. 

O interessante é que, quanto pior o estado pré-tratamento do paciente, melhores os resultados.


Outra característica da fosfatidilserina é que ela age como captadora de radicais livres e pode melhorar os ritmos circadianos de TSH (hormônio que regula a produção dos hormônios tireoidianos) em paciente idosos.

A fosfatidilserina é indicada para pessoas idosas, estudantes e profissionais interessados em manter e aumentar a capacidade mental.

É utilizada na forma de cápsulas, que devem ser tomadas três vezes ao dia, com dose variando de 200 a 600 miligramas diários.

Não se relataram efeitos colaterais.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Cientistas argentinos decifram mecanismos para não esquecer


Com a ajuda de computadores, cientistas argentinos decifraram mecanismos associados ao esquecimento que podem servir para desenvolver tratamentos contra a depressão e doenças degenerativas como a doença de Alzheimer, explicou um dos responsáveis pelo estudo.
Os investigadores do Instituto Universitário do Hospital Italiano de Buenos Aires desenvolveram um simulador do hipocampo, região do cérebro capaz de lembrar situações, através de um modelo matemático feito no computador.
O objectivo é desenvolver uma tecnologia que ajude a criar um «chip» que possa ser implantado em pessoas com doenças como a doença de Alzheimer e que active os processos da memória, declarou o médico Pablo Argibay, a cargo do estudo iniciado há seis anos junto com a bioengenheira Victoria Weisz.
«Seria um chip com o potencial de fazer as funções do hipocampo. É uma tecnologia que ainda não está disponível, mas que poderia ajudar pessoas com doenças degenerativas», disse o pesquisador, que também pertence ao Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina.
Os cientistas detectaram que quando o hipocampo gera novos neurónios, as memórias adquiridas mais recentemente são melhor retidas e relembradas, enquanto as memórias mais antigas começam a ser difíceis de lembrar, devido a «interferências» produzidas pelos novos neurónios.
Para isso, os especialistas desenvolveram «um monte de fórmulas» que explicam o funcionamento do cérebro e simulam o accionamento do hipocampo, disse Argibay, do Laboratório de Aprendizagem Biológica e Artificial do hospital.
«Há poucas áreas do cérebro que geram novos neurónios. Os neurónios criados no hipocampo ajudam a aceitar a novidade, ou seja, uma lembrança nova fica muito gravada. As pessoas que têm esse processo deteriorado têm lembranças muito antigas, mas perdem-se com o novo», assinalou.
Esta descoberta, explicou o cientista, pode servir também para pessoas com depressão, a quem se costuma administrar remédios que «ajudam a criar novos neurónios, os quais permitem reter novas memórias e, desse modo, deslocar as velhas que são traumáticas».
«O facto de conhecer o funcionamento do hipocampo mediante o simulador estimula o desenvolvimento de teorias sobre como poderia acontecer o esquecimento e como poderíamos intervir sobre o fenómeno», especificou.
O hipocampo, chamado assim por causa da sua forma similar a um cavalo-marinho, é associado à denominada memória episódica, que permite lembrar um evento a partir de algum dos seus componentes, ou seja, quando a partir de uma imagem é possível lembrar uma situação vivida.
A pesquisa baseou-se na neurogénese, descoberta nos anos 80 pelo cientista argentino Fernando Nottebohm, que veio contradizer a hipótese aceite durante décadas de que novos neurónios não podiam ser criados no cérebro adulto.
«Se algumas demências acontecessem como consequência da perda de neurónios, poderíamos recuperar essa capacidade com um tratamento baseado em células estaminais ou substâncias para que o fenómeno aconteça», disse o responsável pela pesquisa, que será publicada na revista Cognition.
Por ora, no laboratório do instituto universitário está a ser construído um robô com a capacidade de simular a função do hipocampo, o que pode abrir caminho para novas descobertas para se evitar o esquecimento.