sexta-feira, 20 de julho de 2012

Quais suplementos podem melhorar a cognição e prevenir as Demências? (por Ana Leite)


27/10/2010

A investigação sobre os vários nutrientes, incluindo fosfolipídios, vitamina D, antioxidantes e niacina, indica que poderemos ser capazes de exercer algum controle sobre a progressão da demência e para impulsionar a cognição. Esta é a visão de alguns estudos recentes sobre vários suplementos para a função cognitiva.

Fosfolipídeos

Pesquisadores têm se concentrado na pesquisa de fosfolipídios, responsáveis nas membranas das células nervosas por facilitar o transporte de informações e de nutrientes entre os ambientes externo e interno da célula.

Os fosfolipídios da membrana celular permite que proteínas e minerais (como os canais de sódio e potássio) controlem o movimento de nutrientes e íons através da membrana celular.

Déficits nos fosfolipídeos levam a um desalinhamento da polaridade da membrana celular, resultando, dentre outras coisas, uma reduzida condutividade das células nervosas. Pesquisadores da Universidade de Kentucky descobriram que a perda de assimetria entre as células cerebrais (associada a alterações nos fofolipídeos) foi associada com a progressão do declínio cognitivo leve para Alzheimer doença.

Pesquisadores das Universidades de Stanford e Vanderbilt entregaram a 149 pacientes, que sofrem de disfunção de memória associada à idade,  300 mg de fosfatidilserina ou um placebo para ser usado durante 12 semanas. O grupo que recebeu a substância obteve melhoria na aprendizagem e nas avaliações de desempenho de memória (30% em relação ao grupo placebo).

Pesquisadores da Universidade de Munique, do Hospital Psiquiátrico, deram a 33 pacientes com demência degenerativa primária a fosfatidilserina ou um placebo. Após oito semanas, o grupo da fosfatidilserina apresentou melhora clínica nas avaliações globais. Em outro estudo alemão, a aplicação da fosfatidilserina durante seis meses resultou em melhora da função cognitiva e melhoria da glicose durante a estimulação da região do cérebro usando PET imaging.

A vitamina do Sol (vitamina D)
A deficiência de vitamina D tem sido associada com problemas cognitivos. Num estudo de 2008 da Escola Emory de Medicina, 55 % dos pacientes com doença de Parkinson e 41 %  dos pacientes com a doença de Alzheimer apresentavam deficiência de vitamina D.

As respostas para combater esse problema pode ser tão simples quanto tomar um pouco de sol. Um estudo da Universidade do Alabama com 16.800 adultos com idade acima de 45 anos relacionaram níveis mais elevados de exposição ao sol com o aumento da função cognitiva. O benefício foi ainda maior entre os deprimidos.

Além disso, a suplementação de vitamina D3 pode também fornecer benefícios cognitivos. Alguns estudos têm mostrado uma melhora na cognição, embora outros tenham sido inconclusivos. Em uma revisão extensa dos estudos da vitamina D, os investigadores da Universidade de Angers encontrados três estudos de qualidade suficiente para indicar uma associação significativa entre a cognição e a suplementação D3, enquanto outros três não mostraram significativa associação positiva entre a suplementação de vitamina D e melhora da função cognitiva.

Niacina

A deficiência de niacina também tem sido associada com demência e risco da doença de Alzheimer. Em um estudo recente de cinco anos com 3.718 voluntários de Chicago, publicada no Jornal de Neurocirurgia e Psiquiatria, o risco de desenvolver mal de Alzheimer foi reduzido em 80% entre os grupos cujos alimentos tinham maior quantidade de niacina (22,5 mg / dia)e 70% em grupos que consumiam niacina por meio de suplemento (17-45 mg / dia).

A niacina é encontrada em abundância nas nozes, laticínios e vegetais verdes folhosos, mas os pacientes também podem comprar em uma loja de suplementos alimentares.Enquanto o ácido nicotínico é a forma mais estudada, muitas pessoas e médicos preferem a niacina na forma de hexanicotinate inositol.

Outras abordagens

Estudos sobre multivitamínicos e antioxidantes também têm demonstrado resultados favoráveis na redução de declínio cognitivo. Por exemplo, pesquisadores da Universidade de Perugia, Itália, estudaram 141 pacientes idosas com transtorno cognitivo leve, doença de Alzheimer ou que estavam saudáveis.Os níveis plasmáticos de vitamina A, vitamina E, luteína, zeaxantina, beta-criptoxantina, licopeno, alfa e beta-caroteno foram significativamente menores entre os TCL e DA subjects.

Em um estudo sobre multivitaminas, pesquisadores da Universidade de Calgary estudaram 894 voluntários de 65 anos sem sinais de demência. Após cinco anos, aqueles que tomaram vitamina C e E e/ou multivitaminas durante o período mostraram uma probabilidade significativamente menor (OR =. 51) de declínio cognitivo. Aqueles que tomaram as vitaminas antioxidantes também tiveram um risco ainda menor (OR =. 34) da disfunção cognitiva de causa vascular.

Como com qualquer suplemento, o cliente deve estar ciente das possíveis interações com medicamentos existentes, bem como da necessidade de uma dieta rica nestes nutrientes. Estudos de análise de dieta e uso de produtos hortícolas mostram uma redução significativa do risco de demência. Por exemplo, o American Journal of Psychiatry Geriatrics publicou um estudo no final de 2009 que se seguiu 3.779 gêmeos suecos de 30 anos.Aqueles que comeram mais frutas e vegetais apresentaram um risco significativamente menor de demência.

Embora estudos estejam em curso e, obviamente, nenhuma solução mágica possa hoje apagar os problemas cognitivos, a utilização complementar das estratégias naturais podem fornecer outros meios de reduzir o risco de demência e de declínio cognitivo.

Fonte: Advance.web

quarta-feira, 20 de junho de 2012



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quarta-feira, 4 de abril de 2012


Alimentos para ativar a memória

Alimentos para ativar a memória
No decorrer da vida, as células, inclusive as do cérebro, são danificadas pelos radicais livres que levam a uma diminuição no ritmo de produção de energia. A ação destes componentes compromete a atuação dos neurônios, provocam o desaparecimento das sinapses e reduz a capacidade de comunicação entre as células e dessa forma prejudica o funcionamento mental.
Após anos de exposição aos radicais livres, os neurônios podem ser destruídos e com isso podem provocar doenças como Alzheimer, Parkinson e outras doenças degenerativas do cérebro.

Apesar de ainda não existirem estudos conclusivos sobre o assunto, alguns estudos sugerem que a melhor maneira de evitar isso é fornecer ao cérebro mais antioxidantes e assim combater os radicais livres.
A nutrição adequada e mudanças no estilo de vida, inclusive exercícios físicos e mentais podem contribuir bastante com o bom funcionamento do cérebro, além de facilitar a captação dos neurotransmissores essenciais a memória.
Veja a seguir alguns alimentos que podem ajudar você a ter uma boa memória:
Gema de ovo - Contém colina, precursor do neurotransmissor acetilcolina, que pode melhorar a memória. Sua deficiência parece estar associada à doença de Alzheimer, causa comum de demência.
Peixes - Principalmente os de água fria (salmão, anchova, sardinha, atum, arenque), são fontes de ácidos graxos ômega 3, poderoso antioxidante.
Frutas e vegetais amarelos - Mamão, manga, pêssego, cenoura, abóbora. São alimentos fontes de betacaroteno, antioxidante que combate o envelhecimento celular.
Frutas vermelhas - Morango, cereja, framboesa, amora, pitanga, melancia e tomate, também possuem pigmentos antioxidantes que combate os radicais livres e ajudam a memória.
Oleaginosas - castanhas, nozes, amêndoas, avelãs, amendoim. Ricas em vitamina E e selênio, também fontes de antioxidantes.
Carnes, aves, grãos integrais, leguminosas, leite e derivados
Estes alimentos são fontes de vitaminas do complexo B. Ajudam a regular a transmissão entre os neurônios. Na carne vermelha você encontra também o ferro que pode colaborar com a boa memória.
Como você pode perceber vários alimentos são fontes de antioxidantes, então aproveite, tenha uma alimentação variada, consuma todos os grupos alimentares diariamente.

Outras recomendações:
- Aleitamento materno, quando possível até os dois anos de idade;
- Procure se alimentar a cada três horas, para manter um adequado aproveitamento de glicose no cérebro;
- Pratique exercícios físicos regularmente, faz bem para o corpo e para a mente;
- Não esqueça do lazer, separe um tempo para você e faça atividades que te proporcionam prazer e bem-estar.
- Faça atividades que estimulem o raciocínio como palavras cruzadas e outros jogos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012


Princípio da Enfermagem Cibernética, da Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética, de Rosalda Paim


(Do livro "Teoria Sistêmico-Ecológica - Uma Visão Holística da Enfermagem" - 2a. Edição - CEL Informática - Editoração - Ano 2000)  


                  Princípio da Enfermagem Cibernética


                 No universo em constante movimento e, em continuo e permanente processo de transformações, a ciência de Enfermagem, o sistema de Enfermagem e o Processo Assistencial (ou de Cuidados) de Enfermagem devem adotar e acionar o dispositivo Cibernético de "retroação" ou retroalimentação (feedback), com o propósito de se reajustar ou readaptar constantemente aos avanços científicos, tecnológicos e sociais de cada época, a fim de atender às necessidades de cada paciente (família, comunidade, sociedade), em cada instante considerado.

                    Corolário:
    
              - O dispositivo Cibernético de "retroação" ou “feedback” deve ser usado permanentemente em relação à Assistência de Enfermagem, à Educação em Enfermagem, à Administração de Enfermagem, á Pesquisa de Enfermagem, às Associações de Enfermagem ou a outra qualquer atividade da profissão, ao perfil, às funções e atribuições do Enfermeiro, do Técnico ou do Auxiliar de Enfermagem.

                 O modelo de processo de enfermagem, apresentado no capítulo VII deste livro, adota tal mecanismo de retroação (feedback), com a finalidade de introduzir reajustes ante processo, in-processo e pós-processo, em razão das diferenças existentes entre o resultado esperado do desempenho e aquele realmente atingido, ou seja, em função da análise dos objetivos e da quantidade e qualidade do produto final do sistema.
      
                     A qualidade e a quantidade do produto final do sistema de enfermagem - a assistência (ou cuidados) de enfermagem - deve atender,  simultaneamente, às expectativas do consumidor desse serviço (clientela), de sua família do sistema de enfermagem, do  sistema de saúde, da comunidade,  do sistema social e do próprio enfermeiro.
   
           O modelo de enfermagem, aqui proposto, se inspira no paradigma dos sistemas auto-organizadores e auto-reguladores e auto-reprodutores (sistemas cibernéticos), como os organismos vivos e os ecossistemas naturais.
              Os seres vivos interagem entre si e com o ambiente circundante, através de intercâmbios de matéria, energia e informações, as quais, em consonância com as informações (instruções ou programação) géneticas, serão processadas no interior do seu organismo e, em parte metabolizadas, assimiladas, enquanto os sobejos serão rejeitados e devolvidos ao ambiente.
                
              Um sistema de enfermagem, quando dotado de um processo cibernético tem semelhança geral com uma criatura viva, incluso seus reflexos (estímulos e respostas), como ocorre em qualquer subsistema de controle de produção de uma empresa, cujo processo administrativo, tem como cérebro, o seu próprio executivo.              

              A dinâmica e funcionamento (“fisiologia”) do Sistema de Enfermagem, com o propósito de  consecução do seu "telos", constituem o respectivo processo. 

               Portanto, o processo de enfermagem é a dinâmica e interrelações entre os vários procedimentos necessários à prestação de assistência de enfermagem às pessoas (família, comunidade). 
   
         Na Enfermagem Cibernética, o processo de cuidados de enfermagem (dinâmica do sistema), consoante o "Modelo Cibernético de Processo de Assistência (Cuidados) de Enfermagem", o qual tem como "cérebro" (mecanismo sensor, de interação, de respostas e reajustes) o próprio enfermeiro que, através desta forma, "automatiza", "cibernetiza", tal processo.    
          
        Um processo assistencial (ou de cuidados) de enfermagem, para ser Cibernético, teleológico, deve conter uma definição clara e precisa dos seus objetivos, além de adotar um sistema de avaliação e o dispositivo de retroação ou retroalimentação "feedback", capaz de permitir, constantemente, os reajustes necessários, isto é, o controle total do sistema.
                    
                    Qualquer sistema necessita de processadores, responsáveis pela sua higidez e funcionamento adequado.

              Para o processamento da assistência (ou cuidados) de enfermagem, um tipo particular de serviço  prestado ao ser humano, exige-se um profissional altamente diferenciado e qualificado - o enfermeiro.

                 O enfermeiro é membro integrante da equipe de agentes do aparelho prestador de assistência de saúde ao homem, à família, à comunidade e à sociedade.

            "ENFERMEIRO" é o profissional integrante da equipe prestadora de assistência de saúde, capaz de satisfazer os requisitos estabelecidos pelo sistema legal do respectivo país para o uso do título e exercício da profissão e realizar, consoante sua capacitação profissional e o respectivo código de ética, a consulta (diagnóstico e prescrições de enfermagem), executar, coordenar e controlar (mediante avaliação e reajustes) oprocesso de execução dos cuidados de enfermagem. além de efetuar encaminhamentos a outros profissionais, tudo no sentido de promover ou concorrer para a manutenção ou restauração da homeostasia do "sistema humano", de seus metassistemas (família, comunidade, sociedade) e do contexto ambiental em que se inserem, bem como do próprio sistema de enfermagem, dosistema de saúde e do sistema social global.

             A esta altura, precisamos e já podemos definir: 

           ENFERMAGEM é a ciência, a arte e uma prática social que trata do diagnóstico das necessidades de saúde, do planejamento, execução, coordenação e controle (avaliação e reajuste) do processo assistencial (ou de cuidados de enfermagem), ao atuar sempre e, simultaneamente, sobre o sistema humano e seusmetassisstemas (família, comunidade, sociedade), extensivo ao seu contexto ambiental, com o propósito de promover, preservar e  restaurar a saúde.

      Ao adotarmos o sistema discursivo da "Teoria Sistêmico-Ecológica de  Enfermagem", poderíamos traduzir:

           ENFERMAGEM é a ciência, a arte e uma prática social que trata do diagnóstico das necessidades de saúde, do planejamento, coordenação, execução e controle (avaliação e reajuste) do processo assistencial (cuidados) de enfermagem, atuando sempre e, simultaneamente, sobre o sistema humano (família, comunidade, sociedade) e o seu contexto ambiental, com a  finalidade de promover, preservar e restaurar a otimização da homeostasia do processo de intercâmbio de matéria, energia e informações entre o referidosistema e o seu ecossistema.
    
       Após definirmos a enfermagem e o enfermeiro e, em razão de seu perfil, papéis, funções e atribuições, podemos formular os seguintes  princípios:
      
          - da formação generalística
     
          - do papel integrador e
    
          - da delimitação legal,


cujos enunciados se encontra em outra parte deste livro. 


Dados Internacionais de catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
               

Paim, Rosalda N. C.
        Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética  /  Rosalda Paim
        Técnica : Marcos Antonio de Oliveira  - Lambari ;
        Cel Informática & Editoração Ltda, 2000. 224 p.

1 - Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética


Todos os direitos reservados ao autor
               copyright by Paim, Rosalda C.N.

quarta-feira, 21 de março de 2012


Estimulação do cérebro por eletrodos melhora memória de pacientes com Alzheimer

Técnica estimula lembranças apagadas pela doença, melhorando a qualidade de vida
5/8/2010
Pesquisadores canadenses do Toronto Western Hospital descobriram que o tratamento à base da estimulação cerebral profunda - implantação de eletrodos no cérebro- mostrou-se segura para melhorar a memória de pacientes com sintomas precoces de Alzheimer.

O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que causa a forma mais comum de demência. Não tem cura e costuma afetar idosos.

O resultado partiu de um estudo com seis pacientes do hospital que aconteceu entre 2005 e 2008. Segundo Andres Lozano, da equipe médica que faz o estudo, metade dos pacientes mostrou desempenho melhor da memória do que o previsto, ou menos deterioração do que o esperado.

- Nós mostramos que não só é este um procedimento seguro, mas que a prova está ali para justificar uma maior experimentação. Qualquer tempo que se estende a qualidade de vida e aos anos de uma pessoa com Alzheimer pode ser um benefício.

Lozano descobriu o potencial da estimulação cerebral profunda no tratamento de Alzheimer enquanto tratava um paciente obeso usando a técnica em 2003. Ao mapear áreas de seu cérebro, o processo desencadeou memórias no paciente. O resultado do teste fez sua memória melhorar, motivando o médico a usar a técnica em que apresentasse os primeiros sintomas do mal de Alzheimer.Nós demonstramos que isso é seguro, e que as provas justificam estudar mais. Agora, estamos planejando uma segunda fase e esperando o financiamento.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS DE MEDICINA
2/5/2011 - 90% dos pacientes que iniciam atividades esportivas não vão ao médico
2/5/2011 - Pacientes de centro psiquiátrico podem cuidar da beleza com cabeleireiro
30/4/2011 - Malária pode ser erradicada até 2015
30/4/2011 - Sentar-se corretamente ajuda a evitar o acúmulo de gordura e celulite
29/4/2011 - Ecstasy tem efeito danoso ao cérebro e pode afetar memorização
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sábado, 10 de março de 2012

TOMATE FORTALECE A MEMÓRIA



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Já se sabe que ele é rico em licopeno, antioxidante que previne o câncer e impede a formação do mau colesterol. Mas um estudo recente, da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, comprovou que o tomate também é fonte de ácido ferúlico, que preserva os neurônios da degeneração provocada pelo stress oxidativo, protegendo contra os males de Alzheimer, de Parkinson e a demência senil. "Duas unidades por dia são suficientes para retardar o aparecimento dessas doenças em quem apresenta predisposição genética a elas", diz o endocrinologista Wilmar Accursio, presidente da Sociedade Brasileira de Antienvelhecimento. Como o fruto é um dos alimentos que mais retêm agrotóxicos em sua casca, prefira os orgânicos.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Luteolina: Substância em cenouras, azeite e hortelã pode reduzir perda de memória


Um composto encontrado em cenouras, pimentões, aipo, azeite de oliva, hortelã, alecrim e camomila - chamado luteolina - pode ajudar a reduzir os problemas de memória que podem ocorrer com o envelhecimento, segundo recente estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

De acordo com os pesquisadores, a inflamação cerebral parece ser um fator que contribui para problemas de memória associados ao envelhecimento. E a luteolina teria efeitos anti-inflamatórios e poderia melhorar a saúde cognitiva ao agir diretamente nas células imunológicas microgliais, reduzindo sua produção de substâncias inflamatórias no cérebro.

Avaliando os efeitos da suplementação de luteolina em ratos envelhecidos, os pesquisadores notaram que os animais que consumiram a substância na alimentação por quatro semanas tiveram melhores resultados em testes de aprendizado o memória do que aqueles que tiveram uma dieta normal. Além disso, esses animais apresentaram menores níveis de citocinas inflamatórias no cérebro - quantidade similar à de ratos jovens -, comparados àqueles que não ingeriram luteolina no período.

Os autores destacam que essas citocinas inflamatórias provocam mudanças químicas no cérebro que podem levar a sintomas como sonolência, perda de apetite, déficits de memória e comportamentos depressivos. “Descobrimos anteriormente que, durante o envelhecimento normal, as células microgliais se tornam desreguladas e começam a produzir níveis excessivos de citocinas”, explicou o pesquisador Rodney Johnson. “Acreditamos que isso contribui para o envelhecimento cognitivo e é um fator predisponente ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas”, acrescentou o especialista.

Embora os resultados indiquem que a suplementação da luteolina possa bloquear esse efeito, os pesquisadores alertam que mais estudos são necessários para avaliar se os efeitos podem ser os mesmos com humanos, se o consumo de alimentos ricos na substância pode fazer diferença para a saúde cognitiva dos idosos, e quais os mecanismos envolvidos nessa proteção.

Fonte: Notícias de Saúde
Edição: F.P.
15/10/2010